Uma das funções do intestino é a de permitir a entrada de todos os nutrientes necessários para que nos tornemos pessoas mais vitalizadas e outra é a de impedir que toxinas entrem no nosso organismo. Para isso, ele produz enzimas, vitaminas, antioxidantes – que preservam a juventude das células e previnem o envelhecimento, e neurotransmissores.
Nosso organismo possui um sistema de microbiotas de espécies diferentes, são as bactérias do intestino, e a comida que ingerimos pode alterar este sistema. Para ter saúde, precisamos alimentar estas bactérias com fibras e gordura (são 10 trilhões de células humanas vs 100 trilhões de bactérias, segundo a Dra. Allana Collen em seu livro Somos 10% Humanos).
Durante a digestão, estas fibras não são digeridas pelo nosso organismo, elas são fermentadas pelas bactérias ali presentes. Nesse processo, forma-se uma classe de gorduras, os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), que tratam ou previnem a inflamação dos intestinos.
O ponto de equilíbrio da saúde é ter um intestino funcionando a pleno vapor. A ideia é evitar de pegar inflamações que provêm de uma alimentação agressora.
Quando ele passa a trabalhar de maneira incorreta, a absorção de nutrientes é comprometida, o metabolismo funciona de maneira mais lenta, o que pode prejudicar a saúde.
A flora e microflora intestinais influenciam todos os sistemas corporais, e o Sistema Imunológico está ligado a elas e ao Sistema Hormonal, que também está relacionado aos neurotransmissores produzidos no intestino (90% da serotonina é produzida no intestino e é super importante para a qualidade do sono). Com isso, podemos nos comunicar com os genes através dos hormônios, porém, inflamação, toxinas, refinados etc., podem causar problemas na comunicação. O abuso de uma alimentação agressora pode desencadear uma série de desequilíbrios.
A boa notícia é que podemos mudar a nossa expressão genética mudando a alimentação de maneira a começar a reparar esses danos, mudando o nosso ambiente, nossos pensamentos, exposição às toxinas do ambiente, exercícios. Assim, o intestino voltará a ser saudável.
De acordo com a Dra. Allana, existem 25% de microbiotas com bactérias benéficas e 25% de microbiotas com bactérias patogênicas. Os outros 50% são de microorganismos que se ligam com a microbiota que estiver mais forte, ou seja, se o intestino estiver pobre em bactérias benéficas, um grande desequilíbrio vai acontecer. Pode ocorrer a disbiose, por exemplo, que é o esgarçamento das vilosidades do intestino. Isto é muito grave porque abre espaços nas paredes e deixa as toxinas extravasarem para o corpo.
Uma série de doenças estão relacionadas ao intestino doente como doenças de pele, Diabetes, vários tipos de Câncer, doenças autoimunes, Asma, Bronquite, Enxaqueca, Doenças do Trato Gastrointestinal, Síndrome do Intestino Irritável, TPM, Depressão, Gastrite, Úlcera, dores de cabeça que não passam, Rinite, Sinusite etc.
E as dependências químicas também estão relacionadas com a química que acontece em nosso intestino.
O uso de remédios controlados ou não, a automedicação e antibióticos causam muitos problemas para a população moradora do intestino, por isso devemos sempre consultar um profissional antes de usar qualquer medicamento.
É bem certo que adotar uma alimentação mais saudável não significa curar alguém que sofre de depressão. Não é isso. O que muitos estudos indicam é que uma nutrição correta pode melhorar o bem-estar e atuar de maneira preventiva. Vários alimentos, se consumidos com frequência e de maneira balanceada, fornecem nutrientes que interferem no sistema nervoso e participam da produção de neurotransmissores que proporcionam sensações de prazer e melhoram o humor.
Doenças psicológicas, psiquiátricas, neurológicas têm os sintomas em paralelo com ansiedade, depressão e dificuldade de sono. A microbiota determina o bom humor, a produtividade, a lucidez, a capacidade de tomar decisões, de fazer escolhas, de meditar etc.
Vale lembrar também que nosso corpo tem a capacidade de se autorregular. Leva anos para aparecer uma doença mais grave porque o organismo trabalha arduamente para manter tudo funcionando, porém chega um momento, depois de tanta luta, que ele começa a fraquejar. A mudança na alimentação pode prevenir o aparecimento dessas doenças no futuro.
É importante que haja uma biodiversidade grande dos microorganismos para darem conta de tudo que têm que fazer e isso vai depender da diversidade na alimentação.
Temos no intestino um sistema nervoso próprio – ele é considerado o nosso segundo cérebro – que produz serotonina e dopamina, e esses neurotransmissores vão agir tanto no sistema nervoso entérico, como é chamado, como também no cérebro.
Cerca de 90% da produção de serotonina, o hormônio responsável pela sensação de prazer e bem-estar, acontece no sistema nervoso entérico. Por isso é importante manter o cuidado e a preocupação com o bom funcionamento do órgão.
Minha dica: Comece a fazer uso de probióticos porque eles têm o poder de reequilibrar a flora intestinal e são fáceis de fazer em casa!

