É bem certo que, hoje em dia, as mulheres estão adiando cada vez mais o momento da maternidade. Seja porque querem ter condições financeiras ou de saúde, seja por planos de carreira que não permitem dar atenção plena aos filhos, ou porque querem viver mais livremente com seus parceiros antes de engravidar, ou até mesmo porque ainda não encontraram a pessoa ideal, são elas que determinam a hora certa da chegada de uma nova vida.
A modernidade científica tecnológica trouxe muitas facilidades para todas as pessoas como os métodos anticoncepcionais, o congelamento de óvulos, a fertilização in vitro e até mesmo a permissão da utilização do útero de substituição – a famosa barriga de aluguel – para mulheres impossibilitadas de gestarem seus próprios filhos.
Bacana, não? Mas, e antes da gestação, quais seriam os procedimentos necessários para ter um corpo saudável capaz de proporcionar a essa futura nova vida um desenvolvimento com saúde, para crescer com qualidade de vida?
O que se considera normal, hoje em dia, é procurar o médico quando a pessoa já está grávida, uma vez que o entendimento do tratamento pré-natal é imprescindível para o bom desenvolvimento do bebê. A partir desse momento, a gestante passa a fazer dieta, começa a se tratar e planejar a chegada desse novo membro da família.
A questão é como esse pai e essa mãe estavam, no que se refere à saúde, no momento da concepção, seja ela do jeito natural ou por inseminação. Existe uma preocupação infinita com a mãe, mas e o pai? Sabemos que para conceber uma criança é necessário um óvulo maduro da mãe e espermatozóides do pai, então, seria de bom senso que ambos estivessem em plena saúde no momento mais importante!
Para os laboratórios de fertilização uma série de fatores físicos e biológicos contam como pré-requisito para aceitarem os doadores tanto de óvulos quanto de sêmen como idade até 35 anos, não ter histórico de doenças infecciosas, DSTs e doenças hereditárias, não ter hipertensão e/ou diabetes, estar em boa condição psicológica e por aí vai.
Aqui no ocidente estamos aprendendo agora uma coisa que os orientais já aprenderam há séculos: a prevenção é muito melhor do que ter que remediar. No tratamento com a Medicina Ayurvédica ou Chinesa, descobrimos que a desintoxicação do corpo, da mente, das emoções e a manutenção da saúde são fatores super importantes. São ações preventivas que nos dão ferramentas para ter qualidade de vida sempre.
Para se ter uma ideia, a Ayurveda (ciência da vida) indica que se faça uma desintoxicação a cada mudança de estação, para fortalecer o corpo e a mente para o que tiver que enfrentar. Por outro lado, temos também a homeopatia, a antroposofia e a medicina integrativa que nos preparam para dias melhores.
Se, da mesma forma, os candidatos a papai e mamãe se prepararem antes e conceberem seus filhos num estado pleno de saúde, com certeza seus pequenos rebentos virão a este mundo com mais força e energia e terão uma qualidade de vida excelente, sem terem que fazer tantas visitas aos médicos.
E seria ideal que, durante a gestação, todos os envolvidos permanecessem solidários empaticamente com a gestante para estabelecer um espaço de harmonia dentro e fora da barriga.
Minha dica: se você está planejando ter um filho, é legal pensar primeiro na sua saúde integral e limpar o espaço para recebê-lo pelo menos três meses antes de concebê-lo. Para isso, use e abuse dos profissionais que estão verdadeiramente empenhados na Cultura da Vida!

